Solitários Interplanetários
Angela Rô Rô

Nesse desalinho de costumes
Vejo terra pó e muito estrume
Há de cultivar a juventude
Os valores noutra latitude
Os valores noutra longitude
Noutra dimensão que essa não
Não deu pé, nem nunca foi seguro
Esse mundo não tem mais futuro
Há de se plantar um fogo brando
Que ilumine todo um bando
Bando de achados e perdidos
Solitários interplanetários
Que o ranço não os acompanhe
Noutros cantos da imensidão
Fome, guerra, peste e abandono
Nem sequer existiam em ficção...
Levarão o grão em semente plena
Paz e a receita para o pão
Solução a chave do problema
Confiança na intuição
Aos filhos dos filhos de quem sabe amar.