Boi de Canga
Jackson do Pandeiro

Tome jeito, bom sujeito
Senão vai acabar de tanga
O boi quando não sabe ser boi
Apanha do carreiro e ainda lambe a canga

Eu também já fui gamado, de quatro costado
Não acreditava em disse-me-disse
Construí uma casinha muito rica e bela
Para eu e ela gozar na velhice

Veio o vento do destino ou da ambição
Carregou aquilo tudo e eu fiquei na mão

Se eu não dou um pulo certo na hora precisa
Ficava igual cabrito novo numa pedra lisa