A Garçonete
Lourenço e Lourival

Menina do interior
Nasceu e criou na simplicidade
Deixou os pais lá na roça
Na velha choça e veio pra cidade

Pensando em vida melhor
Sem crer que o pior fosse acontecer
Sem querer cai na ratoeira
Mas de qualquer maneira precisa vencer

Ela trabalha de garçonete
Numa lanchonete de alto padrão
E trabalhando com muito amor
Seja como for pra ganhar o pão

Não tem a quem pedir arrego
Se deixar o emprego, perde a razão
Seu rosto tristonho sem brilho
Pelo amor do filho do seu patrão

Quando chega o natal
Ou o carnaval ela pega o trem
E vai passear na roça
Vai ver a choça e os velhos também

Engana mamãe e papai
Dizendo que vai tudo muito bem
Por um instante se cala
Pensa, mas não fala do filho que tem

Mamãe, vou levando a vida
Sou muito querida do meu patrão