Canto de Casa
Olivar Barreto

Santo de casa não traz presságio, eu sei
Não faz miragem, eu sei
Fruto da terra
Sofre na pele
Dorme com febre, eu sei
Febre de gente, eu sei
Gente sadia

Os elixires da mata tratam o a voz
Quem de nós sabia?
Não se dispensou quando semente
Passou por demente
Pra um novo dia

Ila ilaiá ila ilaiaá ilaaaa

Santo de casa não traz presságio, eu sei
Não faz miragem, eu sei
Fruto da terra
Sofre na pele
Dorme com febre, eu sei
Febre de gente, eu sei
Gente sadia

Os elixires da mata
Tratam o algoz
Quem de nós sabia?
Não se dispensou quando semente
Passou por demente
Pra um novo dia

Sou nosso canto
Que invade a rua, o rio e o mar
Sou uirapuru que se envolve na sina de saber cantar
Um beija-flor que perfuma as flores sem religião
Sou curumim que troca as frutas por qualquer tostão
Sou de violão, surrado, tão simples e naturais
Mas canto o que quero cantar

Santo de casa não traz presságio, eu sei
Não faz miragem, eu sei
Fruto da terra
Sofre na pele
Dorme com febre, eu sei
Febre de gente, eu sei
Gente sadia