Triste Acauã
Tetê Espíndola

Canoeiro bravio nas águas
Pelos rios e matas terçãs
Delirante de amor entoava

Canto louco à formosa aldeã
D?água-doce uma prenda encantada
Lhe sorriu feito a bela cunhã

Envolvendo o tupi na emboscada
Que partiu foi morar com Tupã
Quando é noite de lua raiada

Do luar a paixão vira irmã
A cabocla se põe a chorar
Da saudade que sente e que há

Na agonia de um triste acauã
Quando ecoa dolente das matas
Voz que cala os guriatãs

Esse canto que rasga os breus
É de melancolia e adeus
Acauã é o tupi que assim renasceu